Sábado, 09 Junho 2018 11:51

Tri mundial em 70, Piazza rasga elogios a Tite e espera campanha memorável na Rússia Destaque

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Globo Esporte: Ex-volante participa de evento em Fortaleza e fala sobre atual seleção que disputará Copa na Rússia

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Por Juscelino Filho, Fortaleza, CE - 08/06/2018 10h57  Atualizado 08/06/2018 10h57 

Tricampeão mundial com a Seleção Brasileira na Copa de 1970, campeão da Libertadores com o Cruzeiro, título Brasileiro em 1966, inúmeros campeonatos mineiros... as conquistas de Wilson Piazza precisariam de muitas linhas. Volante soberano na Copa do Mundo de 1970, dificilmente perdia uma disputa de bola. Extremamente técnico, confia bastante no comandante Tite e torce que a atual seleção supere a mítica equipe da, considerada por muitos como a melhor Seleção Brasileira de todos os tempos. 

- Não só queremos que superem, mas que ganhem. Mas superar sem ganhar a Copa não se consegue marcar o nome na história. A gente tem que acreditar, mas sabemos que não é fácil. Eu tive oportunidade de participar daquela Copa, mesmo jogando em uma posição diferente da que eu estava acostumado - avaliou o campeão mundial em conversa exclusiva com o GloboEsporte.com. 

Em Fortaleza para prestigiar o evento de mudança de sede da Associação de Garantia ao Atleta Profissional (AGAP-CE), Piazza, atual presidente da Federação das Associações de Atletas Profissionais (Faap), elogiou a seleção convocada por Tite e avaliou o trabalho do treinador.

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- Por aquilo que foi feito nas eliminatórias, da chegada do Tite, eu tenho uma esperança melhor para a gente de que o Brasil tem condições de brigar pelo título. Não só na teoria o Brasil é o país do futebol, é recordista de títulos mundiais, de participações em Copas. Embora ele não tenha tirado proveito das Copas que disputou em casa, a expectativa é de que a gente consiga mostrar que aquilo que aconteceu contra a Alemanha é algo inexplicável - pontuou.

- A gente tem que acreditar não só no jogador, mas sim no comandante, o Tite. Ele viajou bastante, visitou países, assistiu aos jogos. Ele sabe quem pode estar apto a vestir a camisa do Brasil. Os jogadores são diferenciados - completou.

Em 1970, Piazza lembrou que atuou numa posição diferente da qual estava acostumado. Não só ele, como elencou outros atletas renomados que precisaram sair da zona de conforto para possibilitar à Seleção um melhor rendimento. 

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- A seleção de 70 mostrou que nem sempre a gente joga na nossa posição, naquela que nos sentimos mais confortáveis. E não foi só o Piazza na quarta zaga, por exemplo. Rivellino jogou na ponta esquerda, o Tostão que era o terceiro homem no meio-campo, jogou mais à frente para fazer dupla com o Pelé. As coisas aconteceram muito bem porque a gente sabia que mesmo não rendendo tanto naquela posição, ajudaríamos a Seleção.

Crédulo de que Tite convocou os melhores jogadores, Piazza evitou comentar sobre nomes que ficaram de fora. Os elogios ao treinador foram o ponto alto da entrevista, inclusive.

- Às vezes um jogador que está na Europa não está jogando mais do que alguém que está no Brasil. Mas o Tite tem credibilidade. Ele tem condições e a sabedoria de preencher melhor o campo, dentro da formação tática, com os atletas que ele tem, para obter os resultados positivos.

 

 

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